
Pensar no retrato do que é literatura hoje em nosso país, é algo que nos mobiliza a pensar na necessidade de formar leitores e buscar introduzir uma nova prática. Em pesquisa veiculada ao Instituto Pró Livro, em maio de 2008, tivemos a ilustração clara do que é hoje o conhecimento do povo brasileiro sobre a literatura. Dentre as pessoas entrevistadas, quando questionadas sobre qual o livro mais importante que leram em suas vidas, responderam ser a Bíblia; em segundo lugar, com dez vezes menos votos ficou o “Sítio do Pica Pau Amarelo”, livro não existente e que possivelmente foi citado com intenção de fazer referência a alguma obra de Monteiro Lobato. Dado relevante ainda desta pesquisa é que 26% dos entrevistados entendem literatura como conhecimento, 8% como crescimento profissional e apenas 4% como prazer.
É diante deste entendimento que defendemos ser necessária uma prática diferenciada. Defendemos o brincar e se encantar com o mundo literário, pois entendemos como MORAES, que a escola possui papel fundamental na formação do leitor:
A formação do leitor é atribuição primordial, prioritária e indiscutível da escola, à qual cabe muito maior responsabilidade do que cabe às outras instituições sociais, como a igreja e a família. A escola deveria ter professores qualificados, acesso à biblioteca, planejamento e metodologia necessários ao trabalho eficaz e eficiente com a aprendizagem da leitura, a formação do leitor (...) Cabe não esquecer que todo trabalho de formação de leitores para a literatura não pode, em momento algum, menosprezar ou deixar em segundo plano o papel do professor enquanto mediador e enquanto exemplo de leitor. (2007, p.95, 96).
Analisando os dados acima referidos e tomando em consideração a colocação de MORAES, entendemos não ser tarefa fácil, porém imprescidível a nossa mobilização para o aprofundamento e aplicação de uma prática melhor fundamentada e organizada. Sabemos que a crise de leitura é um dos mais graves problemas da escola e, ao procurar suprir esta necessidade, muitas instituições munidas de pobreza imaginativa, cultura mecanizada, desconhecimento das possibilidades de ser e existir, sacralizam o livro como dono de um saber inquestionável e infalível, colocando-o na categoria de valores intocáveis e imutáveis.
As obras literárias não têm um leitor preestabelecido. É uma obra aberta na medida em que se dirige a um público anônimo e heterogêneo. No entanto, as obras infantis apresentam uma característica muito interessante, pois esta, ao ser direcionada ao público infantil, pode se dispersar por todos os públicos, de todas as idades. A obra infantil tem esse valor imaginativo profundamente viável e fácil, mas ao mesmo tempo valorativo e impressionante. Dificilmente vemos um adulto, estranhar e reclamar de uma obra da literatura infantil atribuímos isso à forte influência que esta exerce sobre nós, através de seus caminhos mágicos esta literatura nos gera sensações e emoções que não possuem idade. Provavelmente esta literatura é ofertada para criança por elas representarem na verdade um ser humano em formação; em formação intelectual, formação emocional e formação ética inicial.
É diante deste entendimento que defendemos ser necessária uma prática diferenciada. Defendemos o brincar e se encantar com o mundo literário, pois entendemos como MORAES, que a escola possui papel fundamental na formação do leitor:
A formação do leitor é atribuição primordial, prioritária e indiscutível da escola, à qual cabe muito maior responsabilidade do que cabe às outras instituições sociais, como a igreja e a família. A escola deveria ter professores qualificados, acesso à biblioteca, planejamento e metodologia necessários ao trabalho eficaz e eficiente com a aprendizagem da leitura, a formação do leitor (...) Cabe não esquecer que todo trabalho de formação de leitores para a literatura não pode, em momento algum, menosprezar ou deixar em segundo plano o papel do professor enquanto mediador e enquanto exemplo de leitor. (2007, p.95, 96).
Analisando os dados acima referidos e tomando em consideração a colocação de MORAES, entendemos não ser tarefa fácil, porém imprescidível a nossa mobilização para o aprofundamento e aplicação de uma prática melhor fundamentada e organizada. Sabemos que a crise de leitura é um dos mais graves problemas da escola e, ao procurar suprir esta necessidade, muitas instituições munidas de pobreza imaginativa, cultura mecanizada, desconhecimento das possibilidades de ser e existir, sacralizam o livro como dono de um saber inquestionável e infalível, colocando-o na categoria de valores intocáveis e imutáveis.
As obras literárias não têm um leitor preestabelecido. É uma obra aberta na medida em que se dirige a um público anônimo e heterogêneo. No entanto, as obras infantis apresentam uma característica muito interessante, pois esta, ao ser direcionada ao público infantil, pode se dispersar por todos os públicos, de todas as idades. A obra infantil tem esse valor imaginativo profundamente viável e fácil, mas ao mesmo tempo valorativo e impressionante. Dificilmente vemos um adulto, estranhar e reclamar de uma obra da literatura infantil atribuímos isso à forte influência que esta exerce sobre nós, através de seus caminhos mágicos esta literatura nos gera sensações e emoções que não possuem idade. Provavelmente esta literatura é ofertada para criança por elas representarem na verdade um ser humano em formação; em formação intelectual, formação emocional e formação ética inicial.
Portanto os adultos podem e devem recorrer à literatura infantil para viajar pelas sensações da vida e do mundo. Como é bom sentar e ler um bom livro infantil, ele sempre nos surpreende e passa uma mensagem importante, ele nos faz encantar, nos faz poder brincar, nos permite voltar à infância ou até mesmo nos colocarmos na condição de adultos que cresceram, mas que não abandonaram as experiências passadas.

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